January 28, 2005

Frases (1): Kevin Spacey in "Se7en"

"Wanting people to listen, you can't just tap them on the shoulder anymore. You have to hit them with a sledge hammer! Then you'll notice you've got their strict attention..."

John Doe

January 27, 2005

Ocean's Twelve (2004)

Ocean's Twelve (2004) - Steven Soderbergh


Até no Cinema, ano novo vida nova. E nada como começar o ano cheio de estilo, pois é disso que se trata este filme, estilo. Realizador com um estilo, actores com estilo, ladrões com muito estilo, enfim, uma autêntica torrente de requinte. A história essa, apesar de não ter igual primor, cumpre o objectivo de entreter.

O ameaçador (e enganado) Terry Benedict pretende reaver todo o dinheiro (mais juros) que foi espectacularmente roubado do seu casino, por Daniel Ocean e sua equipa. Anos mais tarde após o histórico golpe no Bellagio, um a um, os talentosos larápios são descobertos (e avisados) por Benedict, que lhes dá o prazo de duas semanas para lhe devolverem a elevada quantia em dívida. Para adquirir tal montante, é traçado um novo objectivo (leia-se golpe) bem compensador. Mas entretanto surge uma oposição aguerrida e uma concorrência inesperada...

Contar mais, era revelar em demasia os (poucos) trunfos da história desta sequela de "Ocean's Eleven" (2001). Este filme, tal como o seu antecessor, vive á base do carisma das suas estrelas, que contagiam os personagens (devia ser ao contrário). Onde este filme perde pontos na verosimilhança das reviravoltas do argumento e no imenso aparato dos roubos, ganha-os na delícia proporcionada aos espectadores de ver um ecrãn preenchido por um invejável naipe de actores, que se diverte a espalhar a classe inata. E o público diverte-se com eles. Claro que também existem cenas muito bem conseguidas, como uma deliciosa auto-paródia de um dos elementos do elenco e o assalto/dança final do personagem "Raposa Nocturna". Tudo o resto, é estilo. Como resultado final, este filme resulta num entretenimento muito agradável à vista, mas com um conteúdo algo fraco.

*** (Razoável)

January 26, 2005

Se7en (1995)

Se7en (1995) - David Fincher

É mais um dia de trabalho para o experiente detective William Somerset. Numa cena do crime igual a tantas outras Somerset conhece o seu novo colega, David Mills. Mills é um novato, impulsivo e temperamental cujo feitio choca imediatamente com a postura calculista e ponderada de William. Juntos, os dois detectives irão trabalhar num caso de contornos macabros onde um assassino se inspira nos 7 pecados mortais para castigar e matar as suas vítimas. John Doe, o assassino, é inteligente, metódico e paciente o que dificultará o trabalho dos dois detectives.

É esta a premissa de um dos mais impressionantes filmes da década de 90 e um dos mais poderosos da história do cinema. O mérito vai em grande parte para o genial argumento de Andrew Kevin Walker (“8 MM”, “Sleepy Hollow”...) que nos impele a atenção desde o instante em que ouvimos Closer (Percursor) dos Nine Inch Nails nos créditos iniciais até ao derradeiro momento onde toda a trama é revelada numa surpreendente apoteose final. Mas a grande fatia do mérito tem de ser atribuída a David Fincher, que na altura em que realizou “Se7en” contava apenas com o mal-amado “Alien3” no currículo, e que transforma este filme num thriller majestoso, hipnotizante e acima de tudo original. O truque do sucesso deste feito de qualidade superior, reside na já referida excelência do argumento, onde o espantoso final assombra e choca até o mais prevenido. Depois temos os actores: Brad Pitt revela-se definitivamente no papel do nervoso Mills, compondo um dos melhores papéis da sua carreira. Morgan Freeman empresta o seu charme ao personagem de Somerset cumprindo com mestria o pessimismo que o papel exige. Mas é Kevin Spacey que impressiona no papel do implacável John Doe, conferindo-lhe um misticismo capaz de nos fazer acreditar que estamos na presença do mal em forma de gente e de deixar John Doe no topo da hierarquia dos eternos vilões do cinema. O talento e olho técnico de Fincher fazem o resto. Uma curiosidade: precisamente neste ano completa-se uma década desde a estreia desta obra-prima...
.
***** (Excelente)

January 25, 2005

Charles Chaplin: Noção da Vida

A Vida Deveria Ser de Trás Para a Frente...

"A coisa mais injusta sobre a vida, é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás para a frente. Nós deveríamos morrer primeiro, ficávamos logo livres disso. Depois íamos viver num asilo, até sermos postos para fora de lá por estarmos muito novos. Ganhar um relógio de ouro e depois ir trabalhar. Então trabalhávamos 40 anos até ficarmos novos o bastante para aproveitar a reforma. Aí curtíamos isso tudo, bebíamos bastante álcool, fazíamos festas e preparavamo-nos para fazer a faculdade. Íamos para o colégio com várias namoradas, ficávamos crianças sem nenhuma responsabilidade, ficávamos bebés de colo, voltávamos para o útero da mãe, passávamos os últimos 9 meses de vida a flutuar na placenta... e terminávamos tudo com um óptimo orgasmo!"
Charles Chaplin